Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

A automedicação no Brasil teve origem no período colonial, em plena colonização portuguesa. Quase três séculos depois, essa problemática persiste no século XXI. Nesse contexto, a automedicação desenfreada, em virtude da comobilidade e também da questão econômica da população, ocasiona morte de 20 milhões de pessoas por ano no país, segundo dados da Abifarma. Por isso medidas que reverter esse cenário são necessárias.

Primordialmente, é preciso analisar a negligência da população com a automedicação. Esse tipo de ação, muitas vezes vista como solução para o alívio imediato de alguns sintomas, pode trazer consequências mais graves. Segundo a médica Maria Rita, professora da USP, quando uma pessoa passa a utilizar o medicamento de forma incorretamente, pelo processo de seleção natural, como bactérias adquirem resistência ao medicamento garantindo a resistência de sua prole nas seguintes mutações. Por conseguinte, podendo ter a proliferação desse ser no organismo humano, tem como potencial levar a morte do indivíduo.

Sobretudo, Auguste Conte, um dos fundadores da Sociologia, afirmou que o homem está em constante evolução. Entretanto, o aspecto que corrobora a problemática é a questão econômica, que continua precária. Por mais que exista uma rede pública (SUS), o atendimento não é suficiente para todos. E mais: os planos de saúde particulares cobram valores que não cabem no orçamento de muitos brasileiros. Outrossim, em busca de tratamento com custo benfíco, preferem se automedicar.

Diante desse quadro, é inegável a necessidade de maior desempenho do governo no combate a automedicação no país. A fim de atenuar o problema, o Ministério da Saúde e Educação deve fazer campanhas de conscientização nas escolas, por meio de palestras e oficinas ministradas por médicos, farmacêuticos e pedagogos que visem o perigo dessa ação. Ademais, é vital que o Estado invista em hospitais públicos para que se obtenha um atendimento qualificado a fim de evitar que os cidadãos busquem outra forma de medicar-se.