Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

‘‘Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig, para enaltecer não somente aspectos positivos da Nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig, convida o homem hodierno a uma importante missão: amenizar a automedicação no século XXI. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto da sociedade com o fito de solucionar esse problema.

Antes de tudo, vale analisar a postura negligente do Estado no que se refere a automedicação. A esse respeito, o filósofo Aristóteles, afirmou em sua obra Ética ‘‘A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que o uso indevido de medicamentos corrobora o direito de saúde garantido no Art.5 da Constituição Federativa de 1998.

Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra ‘‘Modernidade Liquída’’, afirmou que vivemos em tempos liquídos a qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos, a sociedade é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere a automedicação.

Urge, pois, a união do binômio Arena Pública e Ministério de Cidadania a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem o incentivo a busca de ajuda e não ao uso de medicamentos indevidos. A posteriori, cabe ao corpo social, com o auxílio de mídia, por meio de ficção engajada desnaturalizar práticas de que automedicação é a melhor saída. Destarte, é de extrema importância que o governo crie companhas em escolas públicas e privadas demonstrando que buscar ajuda com profissionais da saúde é uma solução mais viável.