Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
De acordo com a Constituição Brasileira de 1988, a saúde é um direito de todos e deve ser garatida pelo Estado. Entretanto, a realidade brasileira demonstra o contrário, os cidadãos estão cada dia mais alienados e imprudentes no que tange a automedicação, principalmente em tempos de pandemia. Nesse sentido, nota-se que o temor as doenças aumentou o uso incorreto dos medicamentos, devido a ineficiência estatal e a propagação de Fake news.
Sob esse viés, um fator a ser discutido acerca do impasse é a falta de rigor nas fiscalizações nos postos de remédios por parte do Estado, visto que, há uma enorme facilidade de acesso aos medicamentos potencialmente perigosos, os quais,muitas vezes são vendidos sem a necessidade de uma receita médica. Com isso, percebe-se que o índice de automedicação aumenta, devido ao alto comércio dentro de farmácias, por parte dos próprios profissionais, ao oferecer remédios não compatíveis para a necessidade do indivíduo, a fim de alcançar uma meta trabalhista . Dessa forma, fica visível, a gravidade de tal ação errônea e corriqueira no Brasil.
Além disso, é de suma importância ressaltar que as informações falsas acerca de remédios e receitas caseiras, circuladas nos meios digitais, especialmente em tempos de pandemia, agravam a situação. Um notável exemplo, é o uso imprudente do remédio Hidroxicloroquina para o tratamento e prevenção do vírus Covid-19, Contudo, tal medicamento não possui uma comprovação científica da sua eficácia para com tal doença. Desse modo, o uso incorreto e frequente de medicamentos errados pode trazer mais maléficios do que a recuperação.
Assim, em virtude dos fatos mencionados, é possível concluir que a automedicação tornou-se um problema de saúde pública, que pode causar sérios danos a vida do indivíduo, visto que, medidas eficazes são necessárias e devem ser tomadas, com o objetivo de reverter o atual cenário. Então, urge ao Governo em conjunto com o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, promover campanhas que demonstre os perigos da medicação sem orientação médica, além de estimular investimentos na ANVISA para aprimorar a fiscalização às drogarias de todo país, através de multas com valores altos e penalidade. Outrossim, cabe a Mídia, como uma grande formadora de opiniões, com propagandas, alertar a população sobre a disseminação de fake news e incentivar os cidadãos a serem mais responsáveis com o que divulgam, com o fito de erradicar com as propagações de notícias invalidadas. Em suma, com o uso cuidadoso e racional dos farmácos, haverá uma atenuação nessa problemática.