Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

No contexto social brasileiro, a automedicação ainda é uma questão que necessita ser debatida, haja vista que, muitas vezes, a negligêncial social em não buscar orientação médica para tomar a medicação e, também, o descaso governamental de não fornecer o acesso facilitado a esses profissionais corroboram essa necessidade. Dessa forma, urge a discussão dessa questão com o fito de resolver esse entrave.

Decerto, é importante destacar a falta de cuidado da população atrelada à automedicação. Nesse contexto, durante a Guerra Fria, que ocorreu ao longo da segunda metade do século XX, os investimentos tecnológicos entraram em ascessão e, com isso, ocorreu o surgimento da internet, ferramente que possibilitou uma população ter acesso a muitas informações boas e prejudiciais aos omissão, como os diagnósticos  realizados pelo “doutor google”  baseado em sintomas de acordo com a recomendação de medicamentos sem quaisquer bases científicas e médicas . Desse modo,   esse erro é cultivar um prejuízo enorme para a vida das pessoas e para a sociedade, tornando-se indubitável a mudança dessa conjuntura.

Outrossim, vale ressaltar o desinteresse do Governo para amenizar essa situação. Nessa perspectiva, a Constituição Federal brasileira de 1988, em seu artigo 196, ressalta a saúde como direito de todos e dever do Estado. Entretanto, ao relacionar essa norma com o atual cenário de utilização de medicação sem receita médica, torna-se evidente o seu descumprimento, visto que, infelizmente, muitas pessoas não tem o acesso facilitado as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Isso ocorre, várias vezes, por  questões socioconômicas, por exemplo e, em alguns casos, por falta de suporte dado aos médicos para o tratamento do paciente, gerando, baseado nessas dificuldades, a preferência dos doentes praticar a automedicação. Por isso, é imprescindível que os orgãos responsáveis deem mais visibilidade a essa situação na tentativa de coibi-la.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar esse entrave. Para isso, cabe às instituições de ensino, por meio da realização de palestras, fomentar uma reflexão sobre a importância das pessoas não se automedicarem, principalmente se baseando pela internet, ministradas por especialistas no assunto, para o público presente, a fim de explanar a importância e a necessidade de buscar uma consulta médica para o paciente ter uma orientação e a sua medicação adequada para o seu diagnóstico, realizada pelos especialistas, de acordo com a ciência. Ademais, o Legislativo deve, dessarte, através de emendas constitucionais, elaborar medidas que amenizem essa problemática, que afeta principalmente, os mais pobres. Assim, espera-se que, a automedicação se torne uma questão resolvida e do passado.