Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

No século XX, com advento de várias descobertas nas áreas da biologia, química, a indústria farmacêutica se modernizou e se estruturou, solucionado obstáculos que eram inerentes aos grandes centros urbanos desde a era medieval. Contudo, dada uma maior autonomia e facilidade de acesso a certos produtos, muitas pessoas têm optado por decidirem as próprias doses e tipos de remédios usados. Tal fato, é um perigo pra toda a sociedade, tanto ao uso indiscriminado, como descarte, evidenciando duas problemáticas: letalidade e evolução de doenças com má utilização dos fármacos, bem como construção educacional brasileira.

A priori, todos os medicamentos possuem doses letais, e em certos casos, podem gerar situações drásticas para o ecossistema em si. O biólogo britânico, Alexander Fleming, descobriu que certa substância produzida por fungos, agiam eficientemente contra bactérias, tornando-se um dos marcos para a medicina na história da humanidade. Entretanto, seu poderio ofensivo traz consigo riscos, caso o tratamento não seja realizado de maneira correta, os patógenos em questão só são fortalecidos, multiplicando cópias imunes, que colocariam toda a populção(regional ou nacional) em risco de infecções fatais, sem chance de remediação.

Outrossim, as práticas do cidadão brasileiro foram iniciadas no período colonial, com influência de diversas culturas. O Brasil é um dos países menores leitores em comparação ao panteão político que se encontra, isso, apesar de não influenciar tanto, possui grande poder, já que se tem menos conhecimento prévio e geral, no que se refere ao discernimento do certo e do errado, e na busca por informações que assegurem segurança nos remédios que irá ingerir, sem contar no ensino escolar que ainda é falho. Comprar fármacos cladestinos, de familiares, usar certas mercadorias sem prescrição médica, etc, gera um alto preço a se pagar pela ignorância.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar os entraves supracitados. Cabe ao Ministério da Saúde, fiscalizar a venda de certas fabricações, formular um estudo dos focos onde pacientes compram sem autorização médica, e acompanhar as indústrias no que tange a forma e os componentes desses artigos, através de aprovação do Congresso Nacional, a fim de diminuir os delitos cometidos por vendedores e fornecedores. Destarte, é dever do Ministério da Educação, como gestor nacional da área, promover palestras e incluir na carga horária escolar, os malefícios da autoremediação, com intento de esclarecer normas, deveres, direitos e condutas, para segurança social e individual dos consumidores.