Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
O conceito de “Banalidade do Mal”, descrito pela socióloga Hannah Arendt, afirma que uma ação prejudicial feita repetidas vezes se torna comum e banal para a sociedade. Nesse viés, a automedicação da população brasileira faz com que se enquadrem no conceito descrito e os principais fatores para essa situação degradante é a falta de uma maior fiscalização do Estado e a falta de consciência necessária repassada pelo corpo social.
Indubitavelmente, é primordial ressaltar que a negligência estatal é uma importante catalisadora da problemática. Diante disso, o atual presidente - Jair Bolsonaro - influenciou a população a fazer o uso da cloroquina a fim de se medicar contra a Covid-19, entretanto essa medicação foi contra indicada pela OMS por não apresentar comprovação científica nos resultados. Dessa maneira, é notório que o próprio Governo falha em não seguir o que era para ser recomendado, mostrando-se ineficaz na garantia de uma sociedade que não faça uso de remédios sem ter plena consciência dos efeitos que poderiam acarretar ou até mesmo se ele está dentro das normas do Ministério da Saúde. Urge, assim, medidas mais expressivas por parte das instituições públicas para que fiscalizem qualquer irregularidade nas diretrizes de estabelecimentos farmacêuticos.
Ademais, ações promovidas pelo corpo social, implica diretamente no discorrer dessa temática. A esse respeito, a novela “Salve-se Quem Puder”, publicada pela Rede Globo, aborda o uso descontrolado de remédios, a personagem que encena o papel tem uma compulsão em se automedicar com calmantes e sempre com a desculpa que será o último. Paralelamente, essa situação vai ao encontro de diversas pessoas na realidade, as quais se automedicam sem o acompanhamento médico e passam a fazer o uso descontrolado de medicamentos, além de muitas vezes indicarem para outros que apresentem sintomas semelhantes, colocando em risco não só as suas vidas. Portanto, torna-se mister o combate para reduzir o uso de mediações sem indicação pelos brasileiros.
Assim, o debate acerca da automedicação no século XXI se torna crucial. À vista disso, o Governo - órgão responsável pelas políticas públicas do País - deve montar grupos de fiscalização a farmácias para certificar que todos os remédios que forem comprados estará dentro das normas de segurança do Ministério da Saúde, podendo também proibir a utilização de fármaco que são seja indicado pela OMS, a fim de amenizar o uso irregular de tais. Além disso, a sociedade deve parar de se medicar por conta própria, além de divulgar nas redes sociais dados que mostram o quanto isso é prejudicial, para assim conseguir conscientizar o máximo de pessoas. Só dessa forma, os brasileiros se afastará da conjuntura de “Banalidade do Mal” narrada por Hannah