Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

Medicamentos são cápsulas de substâncias que tem como objetivos sanar dores, tratar e possibilitar a cura de doenças. Entretanto, o seu uso excessivo e a automedicação podem trazer danos severos à saúde do usuário. Dessa forma, faz-se evidente a necessidade uma maior fiscalização do poder público e de conscientização da sociedade.

Ademais, em um dos episódios da série Greys Anatomy, retrata-se a triste realidade de uma paciente que chega ao pronto socorro em estado de overdose medicamentosa, após alguns meses tentando a reabilitação de vício em medicamentos. Não distante do cenário cinematográfico, a facilidade de compra de certos medicamentos, em diversos países, possibilita a depedência dos compradores, que, por muitas vezes, usam essas substâncias como valvulas de escape. Acresça-se, ainda, que segundo pesquisa realizada por farmacêuticos de diferentes estados do Brasil, o uso de antialérgicos é feito por boa parte da população para causar sonolência, o que demonstra, infelizmente, que falta informação do corpo cívico sobre os efeitos colaterias do uso excessivo e desnecessário de rémedios, tornando-os expostos à dependência e possíveis percas de funções corporais, entre outros efeitos colaterais.

Outrossim, vale ressaltar que durante a pandemia do coronavírus no Brasil, algumas pessoas fizerem uso abusivo de medicamentos que não tem compravação de eficácia contra o vírus, e, de acordo com o site BBC News, isso aumentou o número de mortes e prejudicou orgãos que poderiam ter sido poupados, como o fígado. Claramente, a prática da automedicação pode ser fatal ou ter efeitos secundários, se a leitura da bula fosse feita, assim como é recomendado, situações como a descrita poderiam ser evitadas, pois, apesar de algumas drogarias não precisarem solicitar uma prescrição médica para venda de substâncias consideradas nocivas, a conscientização da população sobre os efeitos adversos da pilúla resultaria na diminuição considerável desses casos.

Portanto, para que cenários como o retratado em Greys Anatomy sejam evitados, é mister que o Governo deve intensificar investimentos na área de fiscalização, trazendo novas oportunidades de venda para as drogarias, por exemplo, proibindo a venda de cartelas de medicamentos populares, que não precisam de prescrição, impedindo que haja a compra de quantidades abusivas e controlando de forma mais ostensiva os receituários de medicamentos que possuem tarja. Além disso, o Estado deve, junto aos governos munipais, criar projetos em núcleos educacionais, que direcionem palestras, ministradas por farmacêuticos, para a população de todas as idades, que busque perpetuar o ensino básico sobre o perigo das substâncias presente em medicamentos, assim, diminuindo a ocorrência de vícios e problemas como os gerados durante a pandemia do coronavírus no Brasil.