Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entando, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a automedicação apresenta barreiras que dificultam a concretização do plano de More. Esse cenário desafiador, evidência a necessidade de ações mais expressivas do poder público e a ineficacia da educação brasileira em formar indivíduos críticos.

Com efeito, é crucial pontuar a ausência de medidas governamentais para combater o uso de medicamentos atráves da automedicação. Nesse ínterim, o uso desses medicamentos vem sendo um problema para a sociedade, causando o aumento de doenças psicológicas, como ansiedade e depressão. Na constituição de 1988, é dever do Estado garantir políticas públicas a sociedade. Assim, fica claro a negligência do Estado com a sociedade e a falta de propostas desenvolvidas para mitigar o uso de medicamentos sem acompanhamento, dentre eles drogas estimulantes. Nessa lógica, é inadmissível que um comportamento tão danoso como esse, paíre despercebido no âmbito nacional.

Outrossim, é válido ressaltar que de acordo com os iluministas Diderot e D’Lambert, autores da “Enciclopédia”, a democratização da educação é fundamental no combate à alienação dos cidadãos. Diante disso, embora esse fato seja persistente na sociedade brasileira, não é vista como prioridade no contexto brasileiro. Tal afirmação, é comprovada nas escolas de nível médio, por exemplo, os aspirantes ao nível superior fazem a automedicação, passando a tomar drogas estimulantes, vendo como uma alternativa para melhorar seus rendimentos. Dessa forma, fica evidente a ineficiência da educação brasileira como ferramenta para conscientizar os jovens a respeito de remédios tomados sem consulta médica.

Em síntese, medidas são necessárias para mitigar o uso de fármacos não medicados, de forma ilegal entre a sociedade. Cabe ao poder público, junto ao Ministério da Educação, criar projetos que capacite o indivíduo a entender as consequências que a automedicação pode causar, dentre elas o uso de remédios estimulantes, a fim de estimular a sociedade a conscientizar-se sobre o mal que esta problemática pode causar, como problemas psicológicos. Além de mostrar as consequências causadas pela automedicação, é valido orientar a busca de uma consunta com um profissional de saúde, a fim de não obter reações ao tomar o remédio e não ter problemas futuramente, com o intuito de garantir o bem estar social.