Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
Na série Euphoria, original da HBO, retrata a vivência de uma adolescente que utiliza medicamentos como meio drogativo para fugir da realidade. Nesse viés, mostra-se o fácil acesso aos fármacos e o exacerbado uso sem prescrições médicas, atualmente, as pessoas se automedicam através de colegas, podendo gerar diversas doenças, decorrente a desinformação, devido a burocracia de atendimento em casos “simples”, perpetuando-se na compra sem receitas e na automedicação.
Dessa forma, a facilidade de comprar medicamentos corrobora com a espontânea medicação, pelo fato da inexistente informação, seus prejuízos e problemas a longo prazo. Segundo uma Campanha que ocorreu através do Conselho Federal de Farmácia, revela que menos de 1% dos entrevistados perguntaram sobre as contraindicações, isso é uma agravante de como a sociedade é desinformada e não manifesta interesse de saber o que os remédios possuem e quais seus maléfios, no qual mitigam algumas doenças e geram outras, portanto faz-se inevitável a urgente informação ao público, principalmente nas vendas sem receitas.
Outrossim, a burocracia de atendimento a doenças sem estado nítido de gravidade, dificulta a ida do indivíduo nas redes de saúde, pela demora e em alguns casos a ausência de médico. A partir disso, o Sistema de Sáude contribui como causa direta na fragilização da automedicação, e a venda sem receituário potencialiaza essa agravante, que torna viciante as pessoas fazerem seu autodiagnóstico e comprarem seus remédios sem orientação profissional médica.
Destarte, é imprescindível a tomada de medidas atenuantes nesse paradigma social que fere a Constituição Federal de 1988, uma vez que a saúde não cumpre seu papel de assegurar o bem-estar e segurança dos doentes. Desse maneira, cabe ao Ministério da Saúde juntamente as mídias promoverem programas que evidêncie os riscos de fármacos sem prescrição, e que podem acometer doenças graves, dependências ao usuário, e por meio dessas informações desperte o medo é o interesse de se informar antes do uso, com intuito de mitigar a exacerbada compra. Ademais, o Governo deve promover no Sistema de Saúde um apoio exclusivo para casos mais “simples”, sem anular a importância de passar no médico para medicar-se, e também propor as farmácias a venda apenas com receitas, caso contrário será cobrado multas tanto do consumidor como da empresa, a fim de controlar a automedicação, e garantir mais segurança na saúde dos brasileiros.