Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
O Hedonismo- corrente filosófica seguida por Epicuro- defende a ideia de que o homem vive na busca irracional do prazer e do afastamento da dor. De maneira análoga, na sociedade hodierna brasileira, é comum que, visando o afastamento da dor, os indivíduos atinjam o excesso no que se refere à automedicação. Diante disso, estratégias devem ser desenvolvidas para que esse infortúnio seja revertido em todos os âmbitos que atua.
Precipuamente, o fato de o assunto ser pouco debatido na sociedade, desde o âmbito familiar até às instituições de ensino, contribui para a desinformação e a persistência da realização do automedicamento de forma irresponsável. De acordo com o pensamento de Martin Luther King, ex presidente dos Estados Unidos, o verdadeiro motivo da educação são a inteligência e o caráter, o que torna possível relacionar essa teoria com a necessidade de desenvolvimento da sabedoria e da maturidade do corpo social para a desestruturação dessa problemática que acarreta consequências, muitas vezes, fatais. Sendo assim, a verdadeira educação, que deve ser oferecida pelo Estado, carece buscar preparar o indivíduo para situações cotidianas, como a responsabilidade na automedicação, indo além do tradicionalismo do ensino científico.
Ademais, a família se relaciona de maneira direta com a permanência dessa entrave crescente no país. Segundo a Escola de Frankfurt, as famílias são a primeira e principal fonte de moral e de ética para a formação mental do indivíduo. Dessa forma, é possível verificar a influência que essa instituição representa no que tange à prática da automedicação, que se representa negativamente, nesse caso, desenvolvendo hábitos prejudiciais à saúde. Nessa vereda, é necessário que haja uma atuação cooperativa entre a comunidade e o poder público para a prática responsável da automedicação.
Destarte, no que se refere à automedicação em debate no século XXI, medidas são necessárias para atenuar essa mazela social. A fim disso, o Ministério da Educação, vide as instituições de ensino, deve proporcionar aos cidadãos uma formação psicossocial favorável à responsabilidade na automedicação, disponibilizando cartilhas informativas e diálogos esclarecedores que abordem os riscos da medicação própria e irresponsável,contando com o convite às famílias para debates acerca dessa problemática. Além disso, o governo, em parceria com as mídias sociais, deve desenvolver anúncios e comercias, em canais de tvs abertas e redes sociais, que repassem informações sobre a periculosidade da automedicação e maneiras de realizá-la de forma responsável, de maneira clara e objetiva. Assim, a busca irracional retratada na corrente filosófica pode ser menos frequente na realidade brasileira.