Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
No atual cenário brasileiro, a automedicação vem se revelando um grande inimigo da população, é necessário a prescrição médica para o uso de forma correta de certos medicamentos, no entanto, o uso incorreto de medicamentos é algo comum no País, podendo ocasionar sérios problemas para a saúde do individuo, pelo fato de que cada organismo reage de uma forma, podendo haver contraindicação, entre uma série de problemas.
Em primeira instÂncia, é válido ressaltar os riscos que o uso incorreto de remédios pode ocasionar para o individuo, a resistÊncia de microorganismo causadores de doenças, pode provocar depenÊncia no organismo, possibilitando efeitos colaterais contrários. Uma pesquisa realizada em 2019 pelo instituto Datafolha, revela que cerca de 50% dos remédios utilizados são analgésicos, e nunca com indicação de um profissional, relevando assim a irresponsabilidade da população que se automedica.
Ademais, esse problema possui uma forte influÊncia de amigos, familiares, que instigam a não necessidade da ida ao médico, até mesmo uma ‘‘blogueira’’ que indica remédio para emagrecer, no entanto, nem todos esses remédios possuem a fiscalização correta, alguns são importados e não passam pela vigilÂncia sanitária, tornando assim, ainda mais perigoso a ingestão desses medicamentos. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Indústria FarmacÊuticos, a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anuais no País, evidenciando o perigo que a falta de conhecimento sobre os riscos farmacológicos da população.
Nesse aspecto, fica inquestionável os riscos da automedicação na sociedade brasileira, portanto, é dever do Governo em conjunto com o Ministério da Saúde promover a conscientização da população acerca do uso incorreto de medicamentos, por meio da criação de Políticas Públicas que evidenciem os os problemas para a sociedade, a fim de mudar a realidade brasileira e conscientizar os indíviduos.