Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

No mito, A Caverna de Platão, as pessoas se recusavam à observar a realidade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, o Brasil caracteriza-se com a mesma problemática no que se refere a automedicação sem quaisquer preocupação com possíveis danos à saúde. Isso, deve-se não só a desinformação social como também ao precário sistema de fiscalização.

Mormente, a desinformação populacinoal à respeito da importância de procurar um profissional farmacêutico ou médico para indicação de medicamentos é uma das causas do problema da automedicação no Brasil. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a automedicação e seus possíveis riscos à saúde se feito uso de maneira inadequada, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Assim sendo, é necessária uma educação populacional sobre saúde pública básica para que o problema seja amenizado.

Outrossim, o falho sistema de fiscalização de vendas e comerciais de medicamentos contribui para o agravamento da questão da automedicação. Conforme o filósofo e teórico, Aristóteles, é um dos pilares da política garantir o afeto entre os indivíduos de uma mesma nação. Contudo, o aumento nos ídices de automedicação e possíveis riscos dessa prática para os brasileiros mostram uma ineficácia na atuação do Estado. Uma vez que, dados do Conselho Federal de Farmácia mostram que a automedicação é um hábito de 77% da população brasileira. Dessa forma, não só a população deve atuar na resolução da problemática, mas também o poder público em garantir a segurança sulutar da sociedade.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com o Ministério da Educação, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os riscos da automedicação no ambiente escolar. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas, como: farmacêuticos, químicos e médicos. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a importãncia de sempre buscar orientação de profissionais quando precisar de algum medicamento e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Além disso, o Poder Legislativo em parceria ao Judiciário, devem criar projetos  de leis mais rígidas sobre o comércio e propagandas de medicamentos com o devido acompanhamento na fiscalização.