Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
“Os fins justificam os meios”. A partir dessa assertiva, Nicolau Maquiavel permite a reflexão de que, para justificar fins maiores pode-se realizar condutas, consideradas corretas ou não, de modo a parecer–lhes algo aceitável. Entretanto, o pensamento do filósofo relaciona-se estreitamente ao consumo desassistido de medicamentos por muitos brasileiros em seus cotidianos. Logo, o aumento da desigualdade social e a formação de gerações muito ansiosas corroboram ao ato prejudicial à saúde de muitos indivíduos no contexto hodierno.
A princípio, faz-se importante salientar que o sistema econômico capitalista brasileiro visa, cada vez mais, o lucro obtido a partir da força de trabalho da população. Dessa forma, as reais necessidades de muitos cidadãos que trabalham bastante não fazem-se atendidas, além da baixa remuneração recebida para arcar com todas as despesas e algumas garantias básicas, como a saúde, por exemplo. Nesse contexto, Newton criou a Terceira Lei de Newton-em que dois corpos reagem com mesma proporcionalidade, mas sentidos opostos. Sendo assim, muitos em difíceis situações financeiras à
realização dos tratamentos, adoecem e automedicam-se em virtude de muito esforço mental/físico.
Outrossim, outro fator crucial a ser destacado é o aumento de doenças que comprometem a saúde emocional de parte substancial dos indivíduos na realidade atual. Nesse contexto, as gerações nascem e desenvolvem-se cada vez mais ansiosas , depressivas e, pela ausência de zelo à própria saúde, recusam-se a procurar orientação médica, obtêm e fazem uso de medicações muito fortes ao corpo. A partir disso, Durkheim explica o meio social como importante influência para a formação intelectual de cada indivíduo. Desse modo, ambientes violentos e traumáticos mitigam o autocuidado individual.
Em suma, parte da sociedade carece de melhorias mais justas e eficientes no desenvolvimento de uma nação mais saudável e com maior qualidade de vida. Diante disso, cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, promover a maior capacitação, assim como o melhor funcionamento/ administração do Sistema Único de Saúde (SUS), através de políticas públicas responsáveis, a fim de desenvolver uma real igualdade entre os indivíduos e suas saúdes. Portanto, a existência de uma sociedade mais saudável e justa possibilita a manutenção da dignidade.