Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

Vindo a público em maio de 2021, a “empurroterapia” é quando o balconista de farmácia insiste para que um cliente compre remédios mesmo não sendo necessários nesse momento. Essa prática contribui para agravar a ineficácia da vigilância farmacêutica que, quando defasada, impacta diretamente nos meios de previnir a automedicação em debate no século XXI, seja pela falta de capacidade de controle de vendas regulamentadas, seja pela falta de consciência do comprador, que adquire medicação sem indicação médica.

Sob essa óptica, nota-se que adquirir fármacos sem receitas ainda é uma realidade na sociedade brasileira. Essa dinâmica perpetua-se nos dados, já que uma recente pesquisa feita pelo Conselho Federal de Farmácia, no qual atores ofereciam remédios gratuitamente na rua, apontou que menos de 1% das pessoas que receberam o medicamento perguntou sobre as contraindicações dos produtos oferecidos. Logo, esse estudo denuncia uma fragilidade no controle de obtenção dessas drogas, uma vez que inúmeras pessoas levaram os remédios para casa mesmo sem saber para que ele servia. Essa situação contribui para o crescente número de danos causados à população, já que, sem indicação de um especialista, deve ocorrer o uso indevido dos medicamentos, o que está suposto a causar danos à saúde.

Sob esse viés, percebe-se que o uso de medicamentos sem indicação de um profissional é uma questão de saúde pública. Esse entrave evidencia-se nos números, uma vez que, nós últimos 5 anos, mais de 60 mil pessoas foram ao hospital por estarem com uma intoxicação causada pelo uso incorreto de medicamentosas. É notório, assim, que o perigo oferecido pela ingestão de agentes químicos farmacêuticos sem a devida prescrição é um problema de saúde coletiva, já que acarreta danos à população que afetam diretamente os mecanismos públicos, uma vez que leitos de hospitais ocupados por vítimas de intoxicação medicamentosa ficam indisponíveis para outros pacientes, aproximando essa realidade à realidade de um colapso no sistema de saúde.

Portanto, é evidente a necessidade de combater a automedicação em debate no século XXI. Para isso, é imperativo que o Governo Federal, juntamente ao Conselho Federal de Farmácia e a ANVISA, intensifiquem o controle da circulação de fármacos e incentivem o Poder Legislativo que, por meio de projetos de lei, proponha o agravamento as leis que garantem consequência à venda e à adquirência de medicamentos, fazendo com que essa prática se torne, gradativamente, menos comun e os impactos sobre a saúde pública e coletiva sejam diminuídos.