Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

Desde os povos primitivos, na majoritariedade das sociedades, cidadãos instruídos são incubidos de atividades medicinais ou farmacêuticas. Seguindo tal preceito, apesar de tal sistema organizacional ser o mais recomendado e adotado pela maioria dos pertencentes, em nosso País, seja pela insipiência populacional, seja pela não atuação midiática, a automedicação segue em debate no século XXI, demandando-se, portanto, medidas que objetivem conter tal mácula.

A manutenção de fármacos nas residências reafirma o desconhecimento, por parte da população, acerca dos riscos que a ingestão desregulada de tais substâncias pode causar, como a hepatite medicamentosa, produto do uso prolongado de drogas, originando, assim, inflamações no fígado, dores agudas e, em casos extremos, morte. Dessa forma, é possível aferir que a ausência de buscas por informações profissionais sobre o que pretende-se ingerir, baseia-se, principalmente, na banalização do tema.

Posteriormente, também é cabível analisar uma aplicação do “efeito manada”, amplamente estudado pela psicologia social, em tal conjuntura, visto que o elemento responsável pela difusão da automedicação é uma reprodução de práticas conduzidas por cidadãos que circundam o meio social do indivíduo, influenciando-o, passivamente, a reproduzir suas ações, personificando o efeito supracitado. Assim, é visível a exiguidade de uma atuação midiática como agente próativo dessa circunstância, exercendo, de modo benigno, seu domínio.

Posto o supracitado, constata-se, por consequência, como inadiável a efetuação de diligências que objetivem conter tal mácula. Assim, as matrizes de comunicação, exercendo influência de forma benéfica, devem exibir anúncios orientadores e casos reais acerca dos malefícios trazidos pela automedicação, os quais seja exibidos durante as propagandas dos horários de maior audiência, objetivando instruir a população sobre o tema e evitar a repetição de práticas errôneas. Destarte, além da utilização do “efeito manada” positivamente, assim como na antiguidade, as práticas medicinais serão restritas àqueles preparados para tal ofício.