Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
“Na era da cibernética a tristeza era uma doença, e a alegria era uma droga sintética”, no trecho da música, “De Volta para o Futuro” do compositor Fábio Brazza, este destaca de forma hiperbólica que no futuro existirão drogas reponsáveis por desencadear sentimentos de acordo com a vontade dos indivíduos. Porém, o futuro apresentado por Fabio Brazza não mostra-se tão distante da contemporaneidade, pois a automedicação em debate no século XXI apresenta consequências semelhantes aos fatos apresentados na canção, como o desencadeamento de efeitos colaterais e ascenssão de vícios relacionados a determinados medicamentos de fácil acesso.
Nessa perspectiva, com o desenrolar da pandemia do novo coronavírus inúmeros métodos infundados de combater a doença foram utilizados por uma parcela da população que não tinha o conhecimento adequado sobre o tratamento de tal enfermidade, entre esses métodos destacam-se o uso crônico de hidroxicloroquina e de ivermectina. Porém, a OMS - Organização Mundial da Saúde - afirma que o uso desses medicamentos além de não surtirem efeitos diretos contra a COVID-19 ainda podem comprometer outras funções do organismo quando utilizados por um longo período de tempo, destacando ainda mais os perigos que envolvem a automedicação na contemporaneidade.
Além disso, assim como na ascenssão do número de ex-combatentes norte americanos viciados em heroína no período pós guerra do Vietnã em decorrência do uso excessivo desse analgésico no campo de batalha, outros medicamentos podem apresentar potencial viciante semelhante aos da heroína. esse fator denota ainda mais os perigos da automedicação sem acompanhamento especializado, pois com a instrução de profissionais responsáveis que estipulem a dosagem e o tempo necessário para uso de determinadas medicações, a diminuição de forma significativa as chances de ascenssão de novos vícios relacionados ao uso de drogas e medicações é inevitável.
Portanto, é necessário que o Governo Federal por meio do Ministério da Saúde estipule campanhas de propagandas nos horários nobres dos canais televisivos alertando à população sobre os riscos da automedicação, e ensinando aos indivíduos conceitos básicos relacionados a medicamentos e drogas sem potencial viciante utilizadas no tratamento de sintomas simples como dores de cabeça, dor no corpo e febre, a fim de evitar a superlotação dos hospitais e minimizar potênciais problemas causados pela automedicação.