Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

A descoberta e o desenvolvimento dos medicamentos foi um marco decisivo na evolução da ciência e, mais precisamente, da medicina, uma vez que foi capaz de desenvolver remédios que mitigaram grandes percentuais de mortalidade, além de contribuir para uma maior qualidade de vida das pessoas.Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática, quando se observa a automedicação em debate no século XXI, prática essa que pode se apresentar de forma potencialmente nociva, desde que seja feita de modo indiscrimidado e irresponsável, provocando sérios danos à saúde desses indivíduos.                                                                                                                                Em primeira análise, deve-se ressaltar os risco da automedicação irresponsável.Segundo uma pesquisa publicada no portal Pfizer.com.br, no Brasil, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas farmácias por pessoas que estão se automedicando.Nesse sentido, é válido frizar que todo remédio possui efeitos colaterias e, quando seu uso é feito de forma errônea, pode causar problemas graves ao organismo de quem o ingere, tais como intoxicações, interações medicamentosas e reações alérgicas.Além disso, um uso constante de medicamentos pode causar dependência e, consequentemente, impossibilitar que o problema seja de fato solucionado a partir de tratamentos eficazes, e não somente por meio de ingestões de medicamentos que mascarem a cura por aliviarem sintomas a curto prazo.Desse modo, é de suma importência que um médico seja consultado e que remédios sejam prescritos pelo mesmo, a fim de evitar danos ao indivíduo.                                                      Em segundo plano, é válido apontar o senso comum como sendo um impulsionador da automedicação.Isso ocorre pelo fato de que o senso comum é capaz de transmitir ideias e teorias apenas pela experiência vivida em relação a algo.Assim, cria-se uma sensação de entendimento acerca dos medicamentos que servem para determinada doença, fazendo com que as pessoas sintam-se capazes de receitar remédios umas as outras somente a partir de seus achismos, sem nenhum embasamento científico e/ou profissional.O que, infelizmente, é visível no país.                                                 Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos.O Governo, através do Ministério da saúde - órgão responsável pela organização e elaboração de planos e Políticas públicas voltadas a prevenção e a assistência à saúde dos brasileiros, promover campanhas em formas de palestras e debates que incentivem o uso de medicamentos por meio de receitas médicas, a fim de reduzir as mortes causadas pelo uso indevído de remédios.Outrossim, cabe ao Estado destinar recursos a serem aplicados na área da saúde, com o intuito de facilitar o atendimento médico para a população menos favorecida, dando a essas pessoas a  oportunidade de serem intruídas corretamente.