Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

O filósofo São Tomás de Aquino defendia –ao seu tempo- que todos os pertencentes a uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres. Todavia, esse ideal filosófico, relacionado ao cenário contemporâneo, mostra-se contraditório, uma vez que a automedicação, ainda mostra como grande desafio a ser superado a realidade brasileira. Desse modo, faz-se necessário analisar a ineficiência do Poder Público e a cultura de omissão por parcela substancial da sociedade.

Nessa perspectiva, uma inoperância do Estado confirma recorrência das intempéries causadas pela cultura da automedicação no século XXI. A esse respeito, Aristóteles, filósofo grego, em sua obra “Ética a Nicômaco”, já havia advertido que a sociedade somente experimentará o equilíbrio se a justiça alcançar a todos de modo igual. No entanto, o altruísta ideal proposto por Aristóteles encontra dificuldade para ser efetivado na prática, uma vez que a inoperância estatal em coibir o problema corrobora o aumento das consequências da automedicação, próprio.

Além disso, a inércia social é fator contribuinte para a perpetuação de ações que promovam a irresponsabilidade da automedicação. Esse comportamento negligente pode ser definido como um “Eclipse de Consciência” termo conforme o escritor José Saramago-escritor português do pós-modernismo do realismo fantástico-na obra “Ensaio sobre a Cegueira” sintetiza a falta de sensibilidade e de empatia do indivíduo perante os imbróglios enfrentados pelo próximo. Seguindo essa linha de pensamento, pode-se afirmar que referências de medicamentos sem prescrição médica, o que é muito comum, corroboram a automedicação dos pensamentos.

Portanto, é necessário que medidas sejam retiradas para minimizar a cultura da automedicação no século XXI. Cabe ao Governo Federal, órgão de produção nessa temática, garantir medidas que viabilizem, a explicaçõo das consequências da automedicação, por meio das mídias televisivas. A sociedade, por sua vez, precisa desenvolver uma postura mais empática e respeitosa aprender a importância de não passar indicaçoes de farmacos e derivados, seria interesante existir uma parceria público-privada, com faculdades de química, biomedicina, enfermagem, medicina e odontologia e unidades de saúde- as UBS- para que expliquem a população sobre os riscos dessa atitulde. Só assim a sociedade contemporânea alcançará o filósofico ideal de São Tomás de Aquino.