Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 18/06/2021
Observando-se o cenário atual, percebe-se que com o avanço científico e tecnológico, houve uma série de mudanças comportamentais que passaram a afetar a dinâmica social em diversos aspectos. Nesse sentido, apesar dos benefícios trazidos principalmente no âmbito informacional, uma enorme parcela da população assiste à uma série de danos, cujas consequências vêm reproduzindo um estado alarmante direcionado à saúde pública. Fato este que, hoje, é potencializado pela ocorrência da automedicação. Isso posto, cumpre observar que o modo imediatista social e a inercia do aparelho estatal contribuem significamente para a continuação desse cenário.
Outrossim, o protagonismo das Revoluções Industriais, ao longo da história, canalizou, com o avanço da rede informacional, a construção de hábitos contemporâneos direcionados, inclusive, a autodiagnósticos e consequente alheiamento às prescrições médica. Nesse viés, é possível perceber que, embora a defasagem do sistema de saúde seja também veículo para a maximização desses atos, o problema da automedicação tornou-se reflexo principalmente de manifestações do indivíduo ligadas ao alívio imediato de algumas comorbidades, o que, paradoxalmente, ocorre em maior escala entre pessoas de maior nível de escolaridade e, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), possuem maior facilidade de acesso às informações. Para tanto, apesar das vantagens trazidas com o avanço da medicina e da indústria farmacêutica, como a descoberta da penicilina, em 1928, os danos corroborados evidenciam consequências ligadas agora à dependência dessas drogas e a mutações de patógenos microbiológicos.