Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 18/06/2021

No Brasil, a Constituição Federal de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico, prevê, em seu artigo 6º, o direito à saude. Conquanto, tal concessão não tem se mafifestado com ênfase na prática quando se observa a automedicação em debate no século XXI, dificultando, desse modo, a uneversalização desse direito social tão importante. Com efeito, verifica-se a efetivação de um grave problema em virtude da ausência de informaçôes e da negativa influência midiática.

Diante desse cenária, observa-se a carência de informações como inpulsionador do entrave. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a automedicação, continuam perpetuando a ideia do ‘‘remédio milagreiro’’, contribuindo, dessa forma, para o surgimento de superbactérias, pois com o uso recorrente de remédios que não combatem os microorganismos selecioanam aqueles mais resistentes, além de a Atenção Primária à Saúde ter que gastar mais dinheiro no tratamento desses microorganismos resistentes em decorrência da automedicaão, o que dificulta a erradicação do imbróglio.

Além disso, é válido ressaltar a maléfica influência da mídia como impulsionador do empecilho. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido e mecanismo de opressão. Nessa lógica, percebe-se que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população sobre os malefícios que a automedicação causam no organismo das pessoas, tais como a ineficiencia no combate de certas doenças, influenciam na perpetuação desse quadro deletério, pois não há nos meios midiáticos campanhas e projetos injuntivos que informem e auxiliem o corpo social a respeito da automedicação.

Depreende-se, portanto, a necessidade de discutir sobre a automedicação na sociedade brasileira. Assim, o MInistério da saúde, com o apoio de especialistas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a automedicação. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre os malefícios da medicação sem prescrição médica, comparando o tratamento que a mídia- meio de comunicação de massa- dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar e informar os indivíduos sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao ato de se automedicar. Logo, estará mais proximo de ser construída uma sociedade em que as pessoas possam gozar de seus direitos assegurados na Magna Carta.