Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/06/2021
O século XII é marcado pelo advento da sociedade da informação, no qual o avanço tecnológico desencadeou uma série de mudanças comportamentais na dinâmica social. Nessa perspectiva, apesar dos benefícios que essas tecnologias proporcionam, elas trazem inúmeras consequências, dentre elas, para a saúde pública, visto que a população possui maior facilidade em obter informações sobre medicamentos no mundo cibernético, e dessa forma há uma maior recorrência da automedicação. Posto isso, é notório que o modo imediatista social e a gama de informação exacerbada contribuem consideravelmente para o quadro atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, esses novos hábitos contemporâneos relacionados principalmente aos autodiagnótiscos são reflexo de uma solução imediata para o alívio de certas comorbidades. Ademais, tal fator supre o pensamento do sociólogo Bauman sobre a necessidade dos indivíduos de otimizarem o tempo e viver num fluxo intenso. Nesse sentido, essas pessoas consomem os farmácos a fim de solucionar um problema instantâneo sem pensar nas consequências.
Por consequinte, cabe mencionar que na série estadunidense “Euphoria”, a protagonista Rue consome diversos medicamentos sem prescrição médica como uma maneira de fugir da realidade e acaba tendo intoxicação. Fora da ficção, é fato que essa realidade está presente na contemporaneidade, e a industria farmaceútica possui grande influência nessa problemática, uma vez que usufruem das mídias sociais para incentivar a compra de medicamentos com soluções milagrosas, Sob esse viés, os internautas tendem a consumir esses produtos, e nesse sentido, a manipulação presente no livro 1984 de George Orwell em que o Grande Irmão utiliza a mídia para controlar a massa social se torna cada vez mais uma realidade na sociedade hodierna.
Fica evidente, portanto, que medidas são necessárias para superar o cenário atual, visto que são notórios os malefícios da automedicação. Para que haja uma solução, é mister que o Governo em conjunto com o Ministério da Saúde utilizem as mídias socias através de propagandas informativas com uma forma de alertar a população sobre os efeitos colaterais de alguns medicamentos, com intuito de informar sobre os riscos da automedicação. Outrossim, criar normas mais rigorosas relacionadas a publicidade e propaganda dos farmácos no meio televisivo e nas redes sociais, por meio da criação de leis que tenham o objetivo de diminuir os anúncios ilusórios de determinadas medicações. Dessa forma, situações semelhantes a de Rue em “Euphoria”, poderá ser apenas algo fictício e não uma realidade na atualidade.