Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/07/2021
Na série de televisão norte-americana ’’ Dr House ‘’, o protagonista é viciado em medicamentos que diminuem sua dor muscular.De maneira análoga à televisiva, tal uso de fármacos, muitas vezes sem prescrição, se faz presente na atualidade, o que, assim constitui um obstáculo para a questão do bem-estar público. Esse processo, que tem causas negativas, atesta um comportamento mais empenhado de governos e sociais com o escopo de minorar tais efeitos danosos prática cada vez mais comum.
De fato, fora da ficção a automedicação se tornou um hábito muito comum no século XXI. Assim, é necessário discutir essa prática enraizada e entender como ela agrava a saúde do paciente dificultando muitas vezes até mesmo o diagnóstico. Dessa forma, muitos dos tratamentos prescritos por pessoas não capacitadas podem ser extremamente perigosos pois todo o remédio pode apresentar efeitos colaterais indesejáveis e provocar problemas graves de saúde.
Vale ressaltar, em segunda análise, que grandes indústrias farmacêuticas usufruem da mídia para aumentar o número de vendas. Segundo George Orwell, a massa mantém a marca, a marca mantém a mídia ea mídia controla a massa. Sob essa ótica, empresas do ramo elaboram propagandas a fim de atingir o público-alvo, promovendo produtos com propostas milagrosas. Por conseguinte, parte do corpo social brasileiro adquire medicamentos por conta própria, muitas vezes, ignorando a bula e sofrendo efeitos associados. Tal ação aumenta a chance de problemas futuros de saúde e minimizam a qualidade de vida da população.
Diante da discussão elencada, são notórios os malefícios da automedicação. Para alterar o cenário vigente, o Ministério da Saúde, associado à mídia, deve elaborar panfletos informativos sobre os efeitos colaterais de medicamentos, com o intuito de informar a população sobre os riscos de automedicar-se por conta própria. Além disso, o Governo necessita ampliar as normas relacionadas a publicidade e propaganda de fármacos no meio televisivo e na internet, por meio da criação de novas leis, objetivando diminuir a idealização de determinadas medicações.