Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 11/08/2021
O avanço da medicina permitiu que pessoas tivessem acesso a tratamentos rápidos para dores de cabeça e cólicas por exemplo, a partir do uso de um medicamento. No entanto, tal prática passou a ser feita de forma descontrolada à medida que tais substâncias passaram a ser vendidas sem prescrição médica, evidenciando o problema da automedicação. Com isso, cidadãos passaram a recorrer apenas aos produtos disponíveis que não requerem apresentação da documentação nas drogarias, atividade que deve ser erradicada.
Em primeira análise, é importante ressaltar que episódios recorrentes de um mesmo mal-estar, como enjoos e tontura, pode ser sinal de um problema mais grave, e por isso, é de extrema importância visitas rotineiras aos médicos. Nesse sentido, a facilidade para obter um comprimido levou brasileiros a aliarem-se ao processo por comodidade e praticidade. Prova disso foi o estudo feito pelo Conselho Federal de Farmácia, o qual apontou que um quarto da população brasileira faz uso diário de uma medicação sem antes consultar doutores, evidenciando como a prática é erroneamente vista como um substituto aos exames.
Além disso, a saúde é um direito garantido a todos pela OMS, por isso foi criado Sistema Único de Saúde (SUS) com o intuito de fornecer atendimento especializado a todos. Porém, o sistema sofre com a sobrecarga de pacientes, levando muitos a substituirem a consulta por uma mercadoria veiculada ao sintoma apresentado. Por consequente, a superlotação de hospitais devido ao atual cenário pandêmico do coronavírus, levou seres a se embasarem em propagandas televisivas para encontrar auxílio. Exemplo disso é a propaganda do medicamento Multigrip, que usa o slogan “Se tá na cara que é gripe, Multigrip”, fala que coloca em risco a vida do telespectador, que pode estar com o vírus, ao induzir esse a comprar o produto, indicando como a população substitui consultas por qualquer preparado.
Dessa maneira, é possível concluir como a atividade mencionada pode ser prejudicial e por isso deve ser combatida. Para isso, o Ministério da Saúde junto com o Congresso Nacional deverão criar um projeto de lei que proíba a venda de qualquer droga sem a apresentação de uma receita. Tal medida, será feita com o uso do poder legislativo e a criação de um site pelos agentes, o qual deve ser destinado para consultas online, de modo que o indivíduo, ao contactar um especialista virtualmente, receberá uma receita digital para tratar da queixa do paciente. Ademais, tal atendimento poderá ser feito em qualquer aparelho que tenha acesso a internet ou com o auxílio de um farmacêutico que irá finalizar o processo ao receber os documentos no computador do estabelecimento. Assim, é possível combater essa problemática ao regular a venda de fármacos apenas após contatar um clínico.