Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 27/08/2021
Consoante ao filósofo grego, Platão, o essencial não é viver, mas sim, viver bem. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, partindo da premissa citada anteriormente, muitas pessoas, com o objetivo de curar rapidamente alguma dor ou enfermidade para melhorar a qualidade de vida, se automedicam, o que coloca em debate a questão da automedicação na sociedade nacional. Dessa forma, a fragilidade e demora do Sistema Único de Saúde, associada às amplas informações disponíveis na internet são fatores que corroboram para a problemática supracitada.
Em primeira instância, é mister afirmar a má eficiência do SUS, uma vez que muitas pessoas enfretam longas filas e horas de espera para serem atendidos. Nesse contexto, alguns indivíduos, ao sentirem certas dores, como de cabeça, de garganta, resfriado e outros sintomas, tomam remédio sem uma prescrição médica, a fim de não ficarem esperando para serem atendidos. Dessa maneira, esse ato de demora no Sistema Único de Saúde, ao seguir a terceira lei da física, intitulada de ‘’ação e reação’’ e formulada pelo astrônomo inglês Isaac Newton, gera como resposta o elevado índice de automedicação, no âmbito nacional.
Ademais, é válido ressaltar a grande concentração de informações sobre remédios disponíveis na internet. Nessa perspectiva, após a Terceira Revolução Industrial, ocorrida após a segunda guerra mundial, muitas pessoas obtiveram acesso à plataforma online e, por conseguinte, a uma acentuada quantidade de assuntos informacionais. Desse modo, ao sentirem alguma dor, boa parte da população prefere, por achar mais prático e rápido, procurar na web medicamentos para aliviar os sintomas, o que corrobora para acentuar os níveis da automedicação no Brasil.
Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio supramencionado. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Saúde, órgão encarregado das questões relacionadas à saúde nacional, e à mídia, plataforma formadora de opiniões, promover campanhas, propagandas e palestras em locais públicos, por intermédio de médicos e outros profissionais especializados, que abordem a importância da consulta e receita médica no que concerne aos medicamentos e remédios, além das injúrias que a medicação própria pode acarretar, a fim de atenuar a automedicação e, consequentemente, reduzir os malefícios. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.