Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/09/2021

“No Brasil, todo ano, mais de 19 mil pessoas morrem em razão da automedicação”, consoante a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas. No entanto, tem-se observado que - apesar dessa alarmante realidade - a perigosa prática de se automedicar ainda é extremamente difundida entre a sociedade do século XXI. Isso ocorre, sobretudo, devido à lacuna educacional e ao silenciamento midiático. Desse modo, é evidente a premência de sanar a problemática envolvida.

Diante desse cenário, é fulcral reconhecer que a ignorância acerca dos efeitos da automedicação é uma das causas da existência desse problema. Nesse viés, é mister ressaltar o pensamento do filósofo Immanuel Kant quando à educação, pois ele acredita que o homem é um produto desta. A par desse raciocínio, é transparente que - por desconhecerem os impactos da automedicação na saúde humana - os indivíduos são incapazes de perceber o quão nociva tal prática é, o que dificulta a mudança de postura destes diante da situação. Logo, para que o homem melhore nessa questão, é preciso repensar a educação que o forma.

Ademais, sabe-se que a carência de debate por parte da mídia é outra motivação para a perpetuação desse obstáculo no século XXI. A respeito disso, é válido rememorar a ideia ligada à pensadora Djamila Ribeiro, na qual ela explica que uma situação precisa ser tirada da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Nesse sentido, é possível constatar que, ao relevar a importância de explicitar as graves consequências da automedicação aliada as propagandas e anúncios de remédios, a mídia contribui para a ignorância da população sobre o assunto, agravando o problema. Assim, é imperioso tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende Djamila.

Urge, portanto, que providências sejam tomadas para amenizar o quadro atual. Para isso, o Instagram deve criar uma campanha que trate dos efeitos da automedicação para a saúde humana no século XXI, por meio de IGTVs - vídeos verticais de longa duração - com debates e orientações precisas, a fim de reverter o silenciamento que impera. Tal ação pode, ainda, ser divulgada com uma “hashtag” para atingir mais pessoas. Paralelamente, é preciso intervir sobre à lacuna educacional presente na problemática. Dessa forma, o Brasil poderá visualizar dados melhores acerca da questão.