Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 10/09/2021

A série “Sob Pressão” mostra a história de Evandro, um personagem que sofre dependência química pelo uso excessivo de fortes fármacos analgésicos. Fora da ficção, a automedicação também é uma realidade presente, estando associada aos casos de hipocondria e a busca por um melhor desempenho em atividades cotidianas. Assim, é necessário modificar esse quadro, tendo em vista suas consequências nocivas.

Antes de tudo, é preciso observar os casos de hipocondria no país. Nesse sentido, dados divulgados pelo Hospital Albert Einstein apontam que o Brasil tem cerca de 150 mil pessoas afetadas por essa condição anualmente e esse número é crescente. Tal patologia é caracterizada por um medo intenso e prolongado de estar doente, mesmo sem evidências médicas. Consequentemente, é comum que indivíduos hipocondríacos consumam medicamentos por conta própria de maneira excessiva, como um meio de tentar tratar as doenças inexistentes.

Outrossim, é válido ressaltar a utilização indiscriminada de psicoativos. Sob essa ótica, o documentário da Netflix “Take your pills” expõe os efeitos da crescente procura na sociedade por medicamentos que otimizem funções corporais e mentais, a fim de obter melhor desempenho nos estudos ou trabalhos. No entanto, essa prática torna-se extremamente prejudicial quando os indivíduos passam a ingerir tais remédios sem indicação médica ou exames prévios. Isso ocorre porque esses fármacos afetam o sistema nervoso central, provocando dependência e sintomas adversos, como problemas cardíacos e pressão alta.

Portanto, faz-se mister combater essa problemática. Para tal, o Ministério da Saúde deve, por meio de parcerias com as mídias digitais, promover campanhas educativas de conscientização sobre o tema. Tais ações devem ocorrer através de propagandas nas redes sociais, bem como na TV e no rádio, demonstrando os perigos do consumo de medicamentos sem prescrição médica. Dessa maneira, diferentes setores da população serão alcançados e educados, diminuindo a ocorrência da automedicação no século XXI. Por fim, histórias como a de Evandro se limitarão ao cenário cinematográfico no país.