Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/09/2021
O artigo 6ª da Constituição Federal, promulgada em 1988, garante saúde como um direito social para todos. Por outro lado, quando se observa à automedicação no Brasil, hodiernamente, percebe-se que esse utópico constitucional é certificado na teoria, mas não na prática. Por conseguinte, os problemas que levam ao uso de medicamentos sem prescrição médica persistem, ora pela dificuldade de acesso ao atendimento de saúde, ora pela tradição da automedicação. Nesse sentido, convém avaliar as principais causas do problema.
Primeiramente, segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra, “O cidadão de papel”, só temos direitos no papel. Analogicamente, ao procurar um atendimento em saúde, brasileiros sentem-se sem direitos, pois conseguir o atendimento com o médico é demorado, principalmente quando existe à necessidade de um especialista. Consequentemente, cidadãos ao sentirem algo de errado no organismo, realizam a automedicação, com efeito, podem dificultar o diagnóstico de uma doença grave, causar intoxicação ou problemas no organismo, por exemplo a hepatite medicamentosa, causada pelo exagero da utilização de remédios.
Outrossim, a tradição da automedicação contribui para a constância do problema. Paralelo a isso, Epictéto, filósofo, afirma que, “só a educação liberta”. Em oposição a isso, quando do assunto é uso de medicação de forma indiscriminada, não existe abordagem da importância da prescrição médica nos sistemas de saúde. Consequentemente, uma pessoa ao ver outra com problemas de saúde, na tentativa de ajudar indicam medicamentos sem conhecimento prévio sobre como utilizar, efeitos adversos, intereções medicamentosas e principalmente contra-indicações. Diante disso, verifica-se a necessidade de educação da população quanto ao uso de medicamentos, uma vez que, esses podem prejudicar ainda mais a saúde do indíviduo.
Em suma, são necessárias medidas que reduzam o uso de medicamentos sem passar pelo profissional médido. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela gestão de saúde de todo o Brasil, realizar uma campanha nacional nas UBS (Unidades Básicas de Saúde), sobre a importância do policiamento na utilização de medicamentos sem preescrição médica, por meio de palestras nas unidades de atendimento e distribuição de panfletos nas residências, com intuito de educar a população sobre as consequências da utilização de medicamentos, principalmente a importâcia de descobrir o verdadeiro fator que está gerando o desconforto. Como resultado, teremos uma sociedade mais saudável e consciente sobre os maléficios e benefícios das medicações, contribuindo para saúde como escrito na Constituição.