Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 30/09/2021
É cognoscível que, desde a descoberta de medicamentos como a peniscilina, por exemplo, a qualidade de vida humana aumentou. Todavia, aquilo que deveria ser útil à saúde, tornou-se um perigo em potencial no século XXI. Isso deve-se, sobretudo, ao uso indiscriminado de medicamentos, bem como a cooperação do meio digital com essa prática. Logo, são imprescindíveis mais ações governamentais e sociais, tendo em vista mudar esse quadro.
A princípio, convém ressaltar que, de acordo com o portal G1, mais de 70% dos brasileiros possuem o hábito de se automedicarem. Nesse cenário, autoridades médicas como o Dr. Drauzio Varela afirmem que há uma forma positiva e segura para essa prática, mais de 20 mil nativos morrem anualmente devido à ingestão irresponsável de remédios sem prescrição médica, como explanar a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).
Corroborando com isso, o uso da internet para consultas automáticas e para encontrar indicações de fármacos preocupa. Diante do exposto, buscar no meio virtual qualquer embasamento que justifique a automedicação contribuir muito mais para a aquisição de uma possível dependência química e riscos à saúde, do que para sanar problemas fisiológicos e sintomas devem ser avaliados por profissionais.
Portanto, fica clara a necessidade de elucidar essa questão. Posto isso, cabe ao Ministério da Saúde instruir acerca da automedicação; para tal, campanhas veiculadas nas mais diversas mídias alertando sobre os perigos da ingestão autônoma de remédios é uma possibilidade. Além disso, cabe às farmácias adotarem regras uniformes quanto ao controle de vedas de medicamentos, por meio de exigência de prescrição médica para fármacos que possuem contraindicações severas ou compras de remédios em grandes quantidades. Desse modo, mais brasileiros estariam a par dos riscos da automedicação, assim como, tal prática seria dificultada em território nacional.