Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 25/10/2021
Ao afirmar “A diferença entre um remédio e um veneno está na dose”, o filósofo e cientista suíço, Paracelso, infere que para a eficácia de tratamentos é necessário o uso da dosagem correta. No entanto, no que se diz respeito a população brasileira, vê-se que essa recorre a medicamentos por conta própria e muitas vezes excede a dose adequada. Dessa forma, pode se dizer que a precarização do sistema de saúde e a desinformação populacional, são alguns dos principais fatores dessa problemática. Com isso, faz se necessário uma intervenção que busque garantir alternativas que inibam a automedicação.
Em primeira análise, a precarização do sistema de saúde apresenta-se como fator preponderante. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à baixa infraestrutura dos hospitais, assim como, o insuficiente número de médicos, muitos pacientes optam pela automedicação como meio viável, em virtude da demora e da baixa qualidade do atendimento nos serviços de saúde. Dessa forma, muitos cidadãos arriscam-se ao ingerir medicação tendo potencial de levar à dependência, sendo esse um alerta.
Ademais, a ausência de informação acerca da utilização de remédios mostra-se como um grande desafio. Em razão da falsa sensação do saber proveniente do mau uso da internet, espalham-se propagandas persuadindo a população e levando indivíduos à utilização de medicamentos mais modernos, entretanto prejudiciais à saúde do paciente. Segundo o filósofo Francis Bacon, as condutas, assim como as doenças, são contagiosas, visto que, se espaplham rapidamente. Sendo assim, urge a necessidade de intervenção imediata para combater o uso autônomo de fármacos.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Saúde promova a distribuição de capital entre os estados brasileiros, destinado à melhoria dos hospitais públicos, de modo que, haja salas especializadas para reduzir as filas de espera, com o intuito de garantir ótimas condições para a recepção dos pacientes, de modo a melhorar os atendimentos. Além disso, que haja maior fiscalização de sites que espalham notícias falsas a respeito de medicamentos, para assim evitar o uso da automedicação independente.