Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/10/2021

Em todo o Brasil, 35% dos medicamentos adquiridos nas farmácias são usados por pessoas que se automedicam, conforme dados do Ministério da Saúde. Esse fato denuncia a gravidade da problemática que causa, dentre outras coisas, dependência química e o fortalecimento dos agentes causadores de doenças no ser humano. Assim, reverter esse quadro é essencial.

Primariamente, convém destacar que o uso irregular de fármacos pode desencadear o processo de dependência química no usuário. Na série This is Us isso é exemplificado na narrativa da vida do Kevin que se tornou viciado após iniciar a automedicação de analgésicos. Nesse aspecto, entende-se o quanto que um medicamento pode se transformar em vilão, caso seja consumido de forma autônoma, desinformada e irregular. Logo, para que ocorram os efeitos esperados, é importante haver um acompanhamento profissional.

Ademais, é necessário compreender que os remédios podem desenvolver efeitos reversos, podendo potencializar aquilo que se está combatendo. Essa característica é ilustrada na série Grey’s Anatomy, a qual relata casos médicos de pessoas que tiveram suas doenças pioradas pela própria administração de medicamentos. Isso acontece porque um tratamento incompleto tende a fortalecer os vírus e/ou bactérias causadores do problema, tornando-os resistentes àquele método específico. Então, destaca-se a necessidade de uma prescrição médica.

A automedicação, portanto, configura-se como um problema de saúde pública. Nesse caso, é de responsabilidade da mídia, como o Instagram e o Facebook, desenvolver campanhas publicitárias que alertem e informem sobre todos os riscos de se automedicar. Isso deve ser feito por meio de publicações chamativas e objetivas que atraiam a atenção do público. Dessa forma, as pessoas procurarão profissionais em busca de ajuda e, assim, a taxa fornecida pelo Ministério da Saúde reduzir-se-á.