Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/10/2022

A saúde pública é um direito do povo brasileiro e um dever do Estado desde a constituição criada em 1988. No entanto, infelizmente, essa garantia não chega a todos, restando apenas a automedicação, que é vista como a solução para o alívio imediato de alguns sintomas. Assim, com vista a combater o revés, urge a necessidade de uma profunda análise não só da falta de agilidade do sistema de saúde brasileiro, como também os danos causados pela automedicação .

Diante desse cenário , cabe pontuar que a falta de agilidade do sistema de saúde brasileiro contribui para a automedicação. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Alegre, até novembro de 2021, 92.396 solicitações aguardavam atendimento na Capital. Diante disso, comprova-se que a dificuldade no acesso a uma consulta médica . desmotiva a população a buscar um médico, o que torna a automedicação uma realidade, visto que muitos remédios são comercializados sem receita. Desse modo, é necessidade uma melhoria na estrutura interna do SUS, caso Governo queira atenuar essa problemática.

Além disso, faz-se crucial apontar os danos causados pela automedicação a saúde. Dados do conselho federal de medicina indica, que 77% dos brasileiros fazem o uso de medicamentos sem qualquer orientação de um especialista. Nesse sentido, é crucial apontar as consequências da automedicação, já que muitos medicamentos são vendidos sem prescrição medica como os anti-flamatórios, que podem causar ulceras gástricas irreversíveis e levar a morte, se usado por um longo período. Dessa forma, necessita-se de meios para diminuir o

o auto número de pessoas que se automedicam indiscriminadamente no Brasil, haja vista os danos que podem ser causados a sociedade.

Portanto, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados a automedicação no século XXI. Para tanto, é dever do Ministério da saúde, dada a sua importância na manutenção do bem-estar do corpo social, não construir mais unidades básicas de saúde, mas também palestras a respeito dos riscos da automedicação. Tais ações devem ser realizadas através de investimentos financeiros no setor público , a fim de garantir o direito a saúde a toda sociedade e reduzir os problemas causados pela automedicação indiscriminada.