Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/04/2022

Segundo o filósofo Hipócrates, “não basta que o médico faça o que deve fazer; é preciso que o doente entenda o que ele deve obedecer”. Nesse viés percebe-se um alinhamento do filósofo com a realidade brasileira, no que tange aos perigos da automedicação para a saúde do brasileiro. Nesse sentido, é notório que persiste um problema social sem solução que destaca-se um agravamento da doença e a capacidade de confiança que os indivíduos têm para sanar seus problemas sem o devido aconselhamento.

Primeiramente, nota-se que o agravamento da doença é causa expressa da questão. Sobre isso, ao longo da trama da série “House”, é nítida a dependência do doutor Gregory House ao Vicodin, medicamento que alivia a dor muscular e que ocasiona diversos diagnósticos pelo uso inadequado, afetando seus pacientes e até mesmo seu prognóstico pessoal. Fazendo com que a resolução dessa temática seja quase utópica.

Em segundo plano, a capacidade de confiança que os indivíduos têm sem o devido aconselhamento, tem papel coadjuvante em relação ao problema. Nessa lógica, o filme “Vingadores”, o personagem Hulk é o efeito colateral de um tratamento médico inapropriado. Nessa perspectiva, é notável a automedicação comum entre os brasileiros. Desse modo, faz-se mister que a utilização seja feita a partir de prescrição médica, com a dosagem e a periodicidade do tratamento corretas.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar essa problemática. Sendo assim, os órgãos governamentais por meio do Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), deve criar um projeto para desenvolver materiais e também promover palestras e debates para esclarecer à população sobre os perigos envolvidos na automedicação. Espera-se, dessa forma, que a população esteja inteirada sobre o assunto e que o problema seja minimizado.