Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 06/05/2022

O consumo de medicamentos sem prescrição médica se tornou um hábito no século XXI. Nesse viés, a automedicação apresenta benefícios e nocividade à socie-dade. A priori, o imediatismo presente na contemporaneidade e a falta de acesso ao atendimento médico são os grandes causadores dessa prática. Em contrapar-tida, o costume supracitado permite remediações em casos não complexos, auxili-ando na melhora do sistema de saúde.

Em primeira instância, o grande investimento em publicidade em relação às propagandas que induzem o consumo de medicamentos encorajam os cidadãos a consumi-los sem precisar. O resultado desse abuso desenfreado e inconsequente da população pode gerar o agravamento das doenças, além da intoxicação medica-mentosa, que de acordo com a Fundação Cima’s, gera aproximadamente 29% dos óbitos ocorridos no Brasil.

Ademais, segundo a pesquisadora Maria Pelicioni, utilização desses fármacos em situações simples auxiliam na economia para o indivíduo e para o sistema de saúde, corroborando com a ideia de que o exercício da automedicação evita congestionamento nos serviços dos hospitais, além de melhorar a economia mundial.

Infere-se, portanto, a necessidade do poder Legislativo elaborar um projeto de lei que restrinja propagandas que estimulem a automedicação. Além disso, faz-se consentâneo que o Ministério da Saúde produza campanhas nas mídias socias para conscientizar a população sobre essa prática. Dessa forma, será concretizada uma população advertida e conhecedora dos riscos que tal ação possui.