Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 07/05/2022

Na minissérie americana, “O gambito da Rainha”, Beth Harmon mostra como a automedicação pode ser ilusória. Ao mesmo tempo que a personagem se automedica inconsequêntemente para melhorar suas técnicas de xadrez, a sua vida vai se deteriorando ao longo do tempo. De mesmo modo, na realidade essa automedicação pode ser perigosa, já que a falta de conhecimento da população e a facilidade de obtenção de medicamentos contribui para a prática, que muitas vezes é feita de forma incorreta.

Certamente, a falta de conhecimento sobre o uso de remédios é perigosa, principalmente quando se fala em efeitos colaterais. Não é em virtude de qualquer sinal ou sintoma que devemos nos automedicar, isso pode esconder, ou até dificultar um diagnóstico de uma doença mais grave. Segundo um estudo feito pelo Conselho Federal de Farmácia, a automedicação é praticada por mais de 77% dos brasileiros, o que chega a ser preocupante, já que os medicamentos são causadores em potencial de intoxicação no nosso país. Por consequência, as pessoas devem possuir o conhecimento que o uso de drogas sem prescrição provocam danos à saúde.

A facilidade de obtenção desses medicamentos, sem receita médica, abre portas para a prática da automedicação. Dados divulgados pela farmacêutica Pfizer, revelam que 35% dos medicamentos das farmácias, são adquiridos por pessoas que estão se automedicando. Uma vez que, pessoas deixam de realizar consultas médicas e fazem seu autodiagnóstico, seja pela internet ou por indivíduos sem o conhecimento sobre o assunto, são colocadas em sérios riscos à saúde.

Logo, para que a população não sofra com os perigos da automedicação, o Ministério da Sáude e a mídia devem por meio de propagandas, demonstrar os perigos de se automedicar sem ajuda médica, transparecer os efeitos colaterais dos medicamentos, e incentivar as pessoas a realizarem consultas médicas, para que assim os indivíduos tenham consciência dos perigos desta prática. Outrossim, o poder Legislativo deverá sancionar leis que dificultem a obtenção de medicamentos que são mais propensos a causar problemas de saúde, para que assim a população evite-os ao longo prazo.