Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 07/05/2022
De acordo com o médico e filósofo Hipócrates, “o homem saudável é aquele que possui um estado mental e físico em perfeito equilíbrio”. Contudo, pode-se estabelecer uma relação com a atual situação da sociedade brasileira quanto à automedicação. Visto que grande parcela da população possui o hábito de comprar medicamentos sem prescrição médica. No entanto, essa ação pode trazer consequências severas, como por exemplo, reações alérgicas e dependência química.
Em primeira instância, é de suma importância destacar que a maioria da população segue a indicação de amigos e familiares que passaram pelo mesmo sintoma, deduzindo, de modo geral, que seu problema será resolvido ao se automedicar. Dessa forma, é possível estabelecer um vínculo entre tal fato com a realidade vivida na Antiguidade. A qual os antepassados prescreviam a “cura” das doenças existentes naquela época a partir dos sintomas parecidos que os indivíduos da época possuíam.
Ademais, no Brasil, apesar de haver a regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para a comercialização e propaganda de medicamentos que possam ser obtidos sem prescrição médica, não há a orientação para os usuários. Porém, o fato de se obter um medicamento sem receita não dá direito de o indivíduo realizar o uso indevido. Uma vez que o uso inadequado do remédio pode transformá-lo em um tóxico perigoso.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser sancionadas para amenizar a situação. Dessa maneira, cabe ao Poder Legislativo criar propostas de lei com o principal objetivo de restringir as propagandas quanto às medicações. Já a Vigilância Sanitária, deve acentuar as fiscalizações e punir as farmácias que não reterem as receitas dos consumidores e venderem antibióticos indiscriminadamente. E o Ministério da Saúde, por sua vez, necessita divulgar campanhas nos principais meios de telecomunicações com o intuito de alertar a população sobre as consequências da automedicação. Sendo assim, as problemáticas seriam amenizadas e o remédios, por seu lado, seriam novamente aliados da saúde.