Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 07/05/2022

O médico britânico Alexander Fleming durante a Primeira Guerra Mundial, havia trabalhado em hospitais militares e decorrente das pessoas doentes, decidiu elaborar um medicamento que tratasse das infecções, com êxito desenvolveu a penicilina que permitiu o salvamento de inúmeras vidas. De um ponto de vista contemporâneo, a indústria farmacêutica cresceu ao redor do mundo, aliado a população que utiliza remédios até para simples dores de cabeça, dessa forma, a automedicação é um fenômeno perceptível. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: o risco de intoxicação e a interferência no meio ambiente.

Em primeira análise, evidencia-se o uso inapropriado dos medicamentos e suas complicações. Sob essa ótica, o ator australiano que venceu o Oscar em 2009, Heath Ledger, teve sua carreira interrompida pela intoxicação de remédios constantemente utilizados pelo astro. Dessa forma, esse fato evidencia a realidade da sociedade que acredita que pode realizar medicações por conta própria e que facilmente conseguem o acesso a esses fármacos. Nesse aspecto, a automedicação é altamente prejudicial à saúde.

Além disso, é essencial ressaltar os estoques de remédios que são produzidos pelas famílias brasileiras dentro de suas casas, para tratar de simples sintomas como gripes leves ou até mesmo analgésicos que por muitas vezes acabam sendo inutilizados e sendo descartados de forma incorreta, afetando diretamente o meio ambiente. Conforme a pesquisa feita pela revista “Cientific American”, a concentração de medicamentos em rios ao redor do mundo passa os limites de segurança em até 300 vezes. Nesse âmbito, a automedicação exagerada interfere tanto na própria vida do indivíduo, como também o meio ambiente ao seu redor.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham a amenizar essa problemática. Dessa maneira, cabe ao Poder Executivo junto a vigilância sanitária, intensificar a fiscalização nas farmácias através de agentes que realizem uma verificação periódica e monitoramento para reforçar a exigência de receitas médicas, de modo a mitigar a automedicação. Outrossim, o Ministério da Educação com apoio dos meios midiáticos, viabilize propagandas televisivas educativas que alertem sobre o risco do descarte incorreto para com o meio ambiente.