Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/05/2022

Na sociedade atual, torna-se visível a cultura imediatista, em que os indivíduos são incapazes de esperar pelas coisas. Corroborando com essa ideia, está em debate a automedicação no século XXI. Tendo em vista a crescente quantidade de pessoas adquirindo medicamentos sem prescrição médica, sendo de grave risco à saúde humana e uma causa de óbito que pode ser evitada com a propagação de informações.

Em primeira instância, é necessário destacar a pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Qualidade, de 2016, alega que cerca de 72% dos brasileiros tomam remédios sem prescrição médica. As consequências podem partir de reações alérgicas, sangramentos e até a morte em casos extremos. Além disso, especialistas de diferentes unidades da Fio Cruz relatam que um dos principais geradores de interação medicamentosa é à pratica da automedicação.

Por conseguinte, o importante ecônomo britânico Jim O´Neill liderou um estudo sobre as superbactérias, aquelas que conseguem resistir ao tratamento, independente do antibiótico e afirma ser uma ameaça global. Para que essa seja erradicada, o membro da Câmara dos Lordes propõe uma conscientização mundial de como os medicamentos estão sendo utilizados para que não interfiram no tratamento de outras doenças.

A partir dos argumentos supracitados é possível concluir que a automedicação é um problema vigente no século atual e que os seus males podem chegar até o óbito. De modo a solucionar esse impasse, cabe a conscientização da população, com o auxílio das Organizações Sociais de Saúde (OSS), através de mídias sociais para que as pessoas busquem a prescrição médica correta como melhor forma de tratamento para as enfermidades. Assim, melhorando a qualidade de vida da sociedade.