Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/07/2022
Com as tecnologias do século XXI, basta alguns segundos em frente a uma tela, que o “Doutor Google” oferecerá um diagnóstico completo para o indivíduo, e isso mostra que a automedicação ganhou ainda mais força com o advento da tecnologia. Nesse contexto, a automedicação mostra-se como um perigo. Um perigo causado pelo despreparo do sistema de saúde, além disso, traz maléficas consequências à saude, podendo levar à obito.
Nesse viés, as dificuldades enfrentadas pelo sistema de saúde abre portas para que o ato de automedicar-se torne corriqueiro. Nesse sentido, horas na fila de atendimento, postos e hospitais com infraestrutura escassa, fazem com que a sociedade procure um rémedio de fácil acesso com a vizinha, na internet ou em alguma das farmácias disponíveis a cada esquina, estimulando o uso de medicação por conta própria por cerca de 77% dos brasileiros, segundo dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF). Consequentemente, a indústria farmacêutica preenche as lacunas deixadas pelas unidades de saúde, o que “facilita” a vida das pessoas, porém, ao mesmo tempo que pode acabar com ela.
Outrossim, ingerir um fármaco sem prescrição médica, é plausível de diagnose errada. Diante disso, comprar um remédio ou doses inadequadas, não realizar exames, ou subestimar doenças, proporciona risco por envenenamento. Pesquisas feitas pela ANVISA mostram que mais de 15% das mortes no Brasil se dão por intoxicação com medicamento. Esse envenenamento tem efeitos primários e colaterais, que são causados quando um remédio trata para uma patologia, mas resulta em outra. Paralelo a isso, essa “alternativa” que é rápida, prática e que aparenta ser a solução para melhorar o bem-estar dos indivíduos, apresenta-se como um risco.
Logo, a problemática da automedicação necessita de debate para que deixe de ofertar uma ameaça para os brasileiros. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde dificultar a compra de fármacos sem receita médica, por meio da criação de uma lei que proíba essa venda, com o objetivo de evitar complicações na saúde, assim, sendo capaz de reduzir o número de mortes por envenenamento e disponibilizar qualidade de vida.