Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 27/06/2022

De acordo com Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), promulgada pela Organizações das Nações Unidas (ONU) em 1948. Todos os indivíduos têm o direito à educação, saúde e ao bem-estar social. Entretanto, o cenário visto em relação à automedicação ainda impede que certa parcela da população desfrute de seus direitos na prática, devido não só ao déficit educacional, mas também à ineficiência do Estado.

Em primeiro plano, evidencia-se que a educação é fator determinante para permanência da problemática. Haja vista que os precários índices de escolaridade da população mundial . Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, somente 31% da população mundial possuem aulas específicas de biologia sobre doenças bacterianas, virais e protozoárias. Diante de tal contexto, seria irracional acreditar que o uso adequado de remédios seria corretamente utilizado pelo mundo, tendo em vista os baixos níveis de conhecimento da população sobre os agentes causadores de cada infecção.

Além disso, a ineficiência do Estado também é agravante do problema. Tendo em vista que o consumo indiscriminado de medicamentos traz graves consequências à saúde da população. No entanto, os precários acessos à saúde pelo mundo tornam o processo ainda mais complicado, haja vista que os cidadãos preferem se automedicar do que passar horas nas filas hospitalares. De acordo com Anthony Wong, quanto maior a ausência estatal na área da saúde, maior é a automedicação de seus cidadãos. Nesse sentido, é notório perceber que medidas são necessárias para resolução desse quadro.

Fica evidente, portanto, que ainda há empecilhos que impedem a construção de um mundo melhor. Desse modo, urge que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, financie e desenvolva projetos nas escolas, por meio de médicos e farmacêuticos, com o objetivo de orientar a população sobre os riscos da automedicação e suas consequências quando utilizada de forma incorreta, tornando o cidadão mais consciente em relação aos remédios. Dessa forma, os países poderão superar a problemática e garantir não só no papel, mas também na prática a DUDH.