Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 21/07/2022
Observando o cenário brasileiro, percebe-se que a automedicação tem efeitos e pode ser um problema na sociedade. A automedicação o ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica. À vista disso, faz-se inadiável um debate sobre as principais causas da automedicação que trazem problemas como o agra- vamento de doenças e efeitos colaterais na população.
Os medicamentos mais consumidos por conta própia pelos brasileiros, segundo a pesquisa da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unisco), são os analgésicos, com 48% da população, 31% os anti-inflamatórios, 26% relaxante muscular, 19% anti-térmico, 15% descongestionante nasal, 13% ex- pectorante, 10% antiácido e os antibióticos. Sendo assim, na atualidade o ato de to- mar remédio por conta própia tem se tornado um ato comum na humanidade, por motivos comuns quando sentem dores, como dor de cabeça, dores musculares, enjôos, cólica, gases entre outras. E isso tem sido por muitas influências de balco-nista de farmácia e propagandas na televisão.
Além disso, os efeitos colaterais ou mortes causadas pelo a automedicação precisa ser superada. Sob esse viés, segundo o Senado Federal, a OMS (Organização Mun- dial da Saúde) alerta que metade dos pacientes tomam remédios de forma erradaz e, isso, causando efeitos colaterais. Sendo assim, atualmente percebe-se a omissão no que se refere a automedicação em debate na sociedade brasileira, que é uma si- tuação silenciada e cegada no país. Desse modo, muitas pessoas são levadas à in- fluência das mídias, propagandas de medicação com aquela famosa frase “se per- sistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”, a falta de orientações médi-cas e, assim, são acostumadas a crê que aquele determinado remédio não irá lhe afetar, ou causar algum dano à saúde. Em suma, esse cenário precisa ser mudado.
Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministé- rio da Saúde, responsável pela a administração e garantia da saúde pública no país, criar campanhas alertando os riscos das automedicações e os farmacêuticos não vender as medicações sem que haja alguma prescrição médica. Com esses cuida-dos podemos diminuir os índices de agravamentos de quadros clínicos pela automedicação.