Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 08/08/2022
No livro “O Gambito da Rainha”, da Walter Tevis, a personagem Beth Harmon começa a utilizar remédios tranquilizantes para aprimorar suas habilidades no xadrez. Ao longo da trama, a garota começa a desenvolver traços de alcoolismo e uso de outras drogas. No entanto, percebe-se a ficção não é diferente da realidade, uma vez que os casos de automedição são cada vez mais presentes na sociedade. Dessa forma, é evidente que a problemática cresce não só devido ao excesso de produtividade imposto pela sociedade, mas também devido à educação precária.
Sob esse viés, cabe analisar o problema da produtividade em excesso na sociedade. Nesse caso, é importante citar a série “Grey’s Anatomy” como exemplo, onde o personagem Ross, interno do Seattle Grace, utiliza medicamentos e dorme menos para trabalhar mais. Assim como na realidade, há indivíduos que abusam de fármacos para garantir um maior desempenho nas tarefas do dia à dia. Diante disso, esse pensamento afeta a sociedade e exige sucesso dos indivíduos de uma forma tóxica.
Além disso, a educação precária também pode ser apontada como promotora do problema. De acordo com concepções da Escola de Frankfurt, a educação deve ter o papel de eliminar a barbárie e buscar a emancipação humana, em prol da mudança social, entretanto, isso não ocorre. Desse modo, com a falta de ensino sobre os perigos da automedicação, os jovens tendem a crescer pensando que a utilização inadequada desses remédios não é um problema. Então, percebe-se que a falta de conhecimento sobre o empecilho contribui para o crescimento do número de casos.
Portanto, conclui-se que medidas severas devem ser tomadas para evitar o crescimento do problema. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde faça campanhas publicitárias e propagandas, por meio das redes sociais, sobre os perigos da automedicação e a necessidade de procurar um profissional da saúde, com o intuito de conscientizar a população e diminuir os casos de abuso de remédios. Enfim, visando uma realidade diferente abordada no livro “O Gambito da Rainha”.