Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/08/2022
Na série Stranger Things, a personagem Max aparece tomando analgésicos para dor de cabeça várias vezes ao dia. Fora das telas, no entanto, essa realidade não é incomum no Brasil. As pessoas estão cada vez menos preocupadas com os riscos de saúde ao tomar remédios sem prescrição médica, e acabam fazendo uso inadequado dos mesmos. Entre as principais causas do impasse, está a ineficiência do sistema de saúde público do Brasil.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar os perigos da automedicação. É válido frisar que os remédios são compostos por várias substâncias e, ao se automedicar, os sintomas podem ser aliviados, contudo, também é possível que sejam agravados, podendo causar intoxicação, alergia e até levar a óbito. Segundo o Conselho Federal de Farmácia, foram registradas quase 60 mil internações causadas por intoxicação com medicamentos no Brasil nos últimos 5 anos. Desse modo, fica claro que o uso de medicamentos de maneira inconsciente não é benéfico para o corpo.
Em segundo lugar, a ineficiência do sistema de saúde público no Brasil é um fator que contribui negativamente para a problemática. As unidades de saúde, como hospitais e postos públicos, estão sempre superlotadas e apresentam pouca infraestrutura, como a falta de médicos para atender a grande demanda de pacientes. Assim, as pessoas acreditam que é mais prático seguir seus conhecimentos ou os conselhos de outros indivíduos e acabam se automedicando para tratar sintomas como dor, febre e falta de ar.
Logo, torna-se necessária a execução de medidas para amenizar o impasse. Cabe ao governo federal, órgão responsável pela administração pública, aumentar a infraestrutura dos ambientes de saúde, através de um maior envio de verbas. Também é importante que mais profissionais sejam contratados para atender os pacientes, com a finalidade de facilitar o atendimento médico à população. Dessa maneira, os indivíduos poderão se medicar corretamente sob orientação de profissionais adequados.