Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/08/2022
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) 60% da população brasileira faz o uso de medicação sem prescrição médica. De maneira análoga a isso, é evidente uma negligência governamental a respeito desse ocorrido. Essa situação está atrelada ao grande número de medicamentos que não precisam de receita médica, o que gera a automedicação, obtendo o efeito de intoxicação que às vezes ocasiona ao falecimento da vítima. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de leis que proíbem vendas sem prescrições de um profissional de saúde, como também o impulsionamento da mídia em rede nacional com propaganda de fármacos. Logo, retificar tal problema é crucial.
Em primeira análise, é evidente que o uso de drogas medicinais adquiridas de forma equivocada é cada vez mais visível. Eventualmente, no corpo social já está enraizado o hábido de ingerir chás e outros remédios que temos no nosso cotidiano, como por exemplo: para uma dor de cabeça, cólica e também dores nas articulações. Nessa perpesctiva, o escritor Henry E. Sigerist diz “A prevenção da doença deve se tornar o objeto de todo médico.” A partir dessa observação, infere-se que antes do indivíduo se automedicar é indicado sempre procurar um hospital e ajuda profissional.
Em segunda análise, é notório que todos os cidadaõs brasilienses já presenciaram uma propaganda de alguma marca de poção medicativa. Além disso, no Brasil não tem nenhuma lei que proíbe esse tipo de anúncio no território brasileiro. Dessa forma, é indubitavelmente que não há como anular o óbice que está prodominando na sociedade brasileira. Ademais, o Art. 196 da Constituição Federal cita, “A saúde é um direito de todos e dever do Estado, mediante políticas sociais e econômicas…” A partir dessa citação, entende-se que o Estado é responsável pela saúde brasileira mas não toma medidas sobre o imbróglio.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas para amenizar esse empecilho que está presente na coletividade. Dessa forma, cabe ao Estado e Ministério da Saúde aprovar leis que proíbam a automedicação, sendo ela exigindo a prescrição médica antes de adquirir qualquer medicamento, e assim impedindo indivíduos de se automedicar. Desse jeito, irá diminuir o problema predomina no Brasil.