Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/09/2022

Com o advento da Globalização, houve a integração mundial entre todos os setores sociais, promovendo o desenvolvimento e a difusão de informações por meio da internet. Em decorrência desse fenômeno, o acesso à internet garantiu o alcance de dados, antes restritos à população, com destaque para a área da saúde. Entretanto, as pesquisas na internet no campo da saúde não só levaram ao acesso ao conhecimento, mas também, a perigos no que tange à indução à prática da automedicação e do autodiagnóstico. Isso se dá ora pela venda livre de medicamentos, ora pela dificuldade de acesso a serviços de saúde.

Diante o cenário atual, é evidente a enorme quantidade de estabelecimentos farmacêuticos pelas ruas das cidades em todo o país, fato esse que favorece a grande disponibilidade de medicamentos à população. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia (CFF), cerca de 80% dos brasileiros tem a automedicação como um hábito, haja vista o uso exarcebado de medicações sem prescrição médica. Em consequência, tal hábito pode gerar danos à saúde, desde uma reação alérgica leve até um sério quadro de intoxicação. Assim, é urgente que tal mazela social seja erradicada de nosso meio.

Outrossim, o problema da acessibilidade aos atendimentos de saúde é outro fator que impulsiona a ingestão autônoma de remédios, uma vez que o Sistema Único de Saúde (SUS) apresenta grande demanda e burocracia, e muitos indivíduos não têm recursos financeiros para o acesso a rede privada. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a automedicação sem conhecimento das contraindicações pode levar à piora de um quadro ou à busca equivocada no tratamento médico. Logo, é inevitável que medidas sejam tomadas para reverter a problemática vigente.

Portanto, é de responsabilidade dos Ministérios da Saúde e da Comunicação - responsáveis por garantir a sáude básica e o acesso aos meios de comunicação, respectivamente - , aliados à população e às instituições de ensino, criar leis e promover projetos, através de campanhas sociais, para que haja promoção de conscientização da população quanto aos perigos da automedicação e do autodiagnóstico, gerando, assim, desenvolvimento e bem-estar social no país.