Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/09/2022

Segundo a frase do médico suiço Paracelso, “A diferença do remédio e o veneno está na dose” as medicações precisam ser propriamente calculadas e prescritas, porém tais cuidados não estão sendo aplicados na medicina cotidiana, onde pessoas podem ir a farmácias e se automedicar com qualquer medicamento que não precise de prescrição, compras estas que se equivocadas podem trazer grandes complicações ao comprador.Por isso, é necessário a formação de debates nos meios médicos sobre a falta de protocolo na venda de medicações e como balancear os interesses econômicos das empresas farmacêuticas com o bem estar de seus consumidores.

Inicialmente, é preciso aumentar o número de protocolos para adquirir medicamentos, nesse sentido, a terceira lei de Newton que diz que, toda ação tem uma reação expressa neste contexto que quanto menos protocolos para a venda de remédios populares forem estabelecidos maior será o número de pessoas comprando os itens errados e os utilizando em quantidades equivocadas, gerando assim um maior número de pessoas sofrendo de problemas de saúde por mau uso de tais medicamentos.

Em segundo plano, o interesse econômico das empresas farmacêuticas é uma das causas principais do aumento no número de remédios sem tarjas, nesse sentido o psicanalista Antonio Quinet, em sua obra “Um olhar a mais” defende que a sociedade é mediada pelo olhar. Sob essa ótica,é notório um olhar ganancioso por parte de tais empresas, isto porque as mesmas preferem colocar menos complicações no processo de compra de tais medicações, mesmo que isso gere maiores riscos à população.

Portanto, para a redução dos casos de automedicação na sociedade brasileira, é preciso que as farmácias comecem a não vender remédios sem tarja a pessoas sem prescrição médica e que a população passe a recorrer ao seus médicos antes de decidirem comprar medicações, sejam eles de iniciativas privadas ou do Sistema Único de Saúde(SUS).