Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/10/2022
A automedicação consiste no uso indiscriminado de remédios para tratamento de enfermidades. No século XXI, esse fenômeno entrou em debate devido aos riscos que pode apresentar para a saúde humana. Dentre eles, é possível citar a criação de corpos resistentes a tratamentos e a dependência química.
A partir disso, tem-se que um dos efeitos do uso indiscriminado de fármacos é a resistência do organismo a ele. Nesse cenário, segundo Thomas Hobbes, o homem é capaz do pior contra a própria espécie e a si mesmo. Isso é evidente quando indivíduos utilizam remédios, sem a orientação médica, para tratar sintomas de fácil resolução, como dor de cabeça, cólicas e leves inflamações. No entanto, o uso irregular desses fármacos provoca resistência no corpo, visto que ele se adapta ao estímulo das drogas e se torna incapaz de fornecer a reação esperada em um viés crítico. Logo, a automedicação cria pessoas imunes a tratamentos e comprova o proposto de Hobbes, pois o indivíduo representa risco de saúde para si próprio.
Outrossim, a dependência química é outro resultado do abuso das drogas lícitas. Nesse contexto, no seriado de TV “House”, o protagonista desenvolve vício a um medicamento usado de forma desmedida para tratar um ferimento na perna. De forma análoga à ficção, milhares de indivíduos fazem uso de medicamentos sem o acompanhamento adequado, os quais ocasionam na dependência do organismo ao efeito da substância. Esse impacto leva a uma busca compulsiva pela simulação da sensação e funciona como porta de entrada para a utilização de químicos mais pesados, como a cocaína e a heroína. Assim, a automedicação também resulta na dependência química do indivíduo.
Portanto, é preciso que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em parceria com o Ministério da Saúde, responsável pela promoção desse elemento no país, esclareça sobre a automedicação e os riscos para a sociedade, por meio de publicidades expositivas veiculadas em amplas mídias sociais, a fim de combater tanto a resistência adquirida, quanto a dependência química. Desse modo, é possível contribuir com o debate acerca das consequências causadas pela automedicação no século XXI.