Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/09/2022
A jornalista Eliane Brum, em seu texto “Exaustos-e-correndo-e-dopados” aponta que a sociedade atual preza pelo sucesso instantâneo e, para isso, está se automedicando Diante desse imediatismo, as pessoas, muitas vezes, desconhecem os riscos que esse ato pode resultar e banalizam o uso de medicamentos, tais ações podem resultar em morte ou em bactérias super resistentes aos remédios.
Nesse viés, os membros da sociedade contemporâneas buscam um estilo de vida e de sucesso que, geralmente, costumam estar associado às redes sociais. Nestes lugares, as pessoas são felizes e realizadas profissionalmente, contudo a busca incessante desses ideais levou a sociedade a exaustão e para contornar esse problema as pessoas recorrem aos medicamentos, conforme a escritoria Brum explicita em seu texto. Diante disso, não se importam com as consequências advindas do uso indiscriminado de remédios, o fundamental é aumentar a performace, atingi-se, assim, a sociedade do desempenho - conceito desenvolvido pelo filósofo Byyung -Chul Han - em que o cansaço é resultado do excesso de
Ademais, os indivíduos utilizam remédios sem qualquer prescrição médica e, muitas vezes, apenas para se sentirem melhores. Essa conjuntura, além de mascarar uma realidade de exaustão, também é responsável por tornar as bactérias em resistentes ao uso de antibióticos, o que torna tal fato um grave problema de saúde pública, haja vista que quando isso ocorre, praticamente não restam outros tratamentos, logo, pode resultar no óbito do paciente. Para exemplificar tal quadro, a Organização Mundial da Saúde, estima que as bactérias super resistentes causam cerca de 700 mil mortes anualmente no mundo. Logo, as consequências do uso execessivo e sem acompanhamento médico pode ocasionar danos à saúde e à vida do paciente.
Quando as bactérias se tornam resistentes a eles, praticamente não restam alternativas de tratamento