Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 04/11/2022

A obra “A Hora da Estrela”, da autora Clarice Lispector, retrata o cotidiano de Macabéa que, marcada pela existência solitária e anônima, utiliza remédios sem orientação médica para promover o bem-estar desejado. Fora do campo literário, nota-se, no hodierno cenário brasileiro, a manutenção do manuseio de medicamentos por indivíduos, visando atenuar as dores físicas e mentais. Diante desse contexto, é imprescindível analisar o fator social motivador da automedicação, bem como a consequência dessa prática.

Ademais, é fundamental ressaltar as consequência na saúde dos indivíduos que consomem remédios sem recomendação médica. Tal questão acontece porque, de acordo com o médico oncologista brasileiro Drauzio Varella, os riscos da automedicação verifica-se no potencial dessa ação em intensificar adversidades. Nesse viés, é indubitável que, devido à escalada da tendência da medicação errônea, diversos cidadãos ingerem medicamentos sem possuir informações especializados acerca dos efeitos desses produtos e, consequentemente, possibilita a maximização de problemas de saúde, como inflamações e reações colaterais indesejáveis.

Portanto, observa-se a urgência em adotar medidas que venham mitigar as ações de automedicação na sociedade. Logo, cabe ao Poder Executivo criar uma proposta de ampliação da verba orçamentária anual destinada ao Ministério da Educação, por meio de uma votação feita por senadores e deputados, pois são componentes do Congresso Nacional. Esse projeto deverá ser executado a fim de promover aulas interativas e palestras nas instituições educacionais para promover a desaceleração das cobranças excessivas e, como consequência, a automedicação.