Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 09/11/2022

O escritor Darcy Ribeiro, em sua obra “O povo brasileiro”, disserta o cenário da formação de sentido do país, que enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Por analogia, destaca-se a automedicação, devido à inoperância estatal e à precariedade estudantil.

Nesse sentido, é notório que a negligência dos órgãos públicos é um grave problema. Dessarte, uma série derivada da Netflix chamada “Sob Pressão”, retrata o cotidiano de um médico que sofre com diversas perdas e se automedica como solução. Por esse viés, com relação à realidade do Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE), a precariedade na quantidade de profissionais esfera pública impacta na estabilidade dos indivíduos. Ou seja, por irresponsabilidade governamental, que possui um sistema administrativo de apoio (médicos) ineficaz e, por isso, influencia na atitude de pessoas utilizarem medicamentos por conta própria.

Além disso, a falta de informação sobre cuidados e receitas médicas é um grande risco. Outrossim, segundo o Ministério da Saúde (MS), o ensino de qualidade sobre saúde pública, medicamentos e seus cuidados é fundamental para o avanço e equilíbrio das pessoas. Destarte, é imperativo conciliar com a atualidade do país de forma inversa, já que, a instabilidade estudantil por causa de sua ineficiência de ensino é o retrato que pressiona diretamente em ações precipitadas e sem estudo antecipado, principalmente, no uso de medicamentos sem prescrição médica, fator que pode causar em danos físicos, como problemas em órgãos e gerações de alergias no período da utilização.

Portanto, para uma melhoria na qualidade de vida dos cidadãos brasileiros, é de suma importância que o governo, por meio do Ministério da Saúde (MS) e do Ministério da Educação(ME), órgãos responsáveis pela saúde pública e educação brasileira, implemente um projeto, cujo objetivo seja fornecer materiais didáticos nas escolas, nos meios digitais e de televisão sobre o uso de medicamentos. Dessa forma, intervir diretamente no uso de drogas legalizadas sem auxílio médico.