Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/04/2023
No anime “One Piece”, um personagem se transforma em uma jaqueta após ingerir uma “Devil Fruit” cujos efeitos eram desconhecidos por ele . Apesar de ser uma obra ficcional, é possível traçar um paralelo entre o programa e a realidade atual, na qual diversas pessoas passam por reações inesperadas após se auto-medicar. A partir desse contexto, é fundamental pontuar o que leva as pessoas a se automedicar e o que impede que essa prática seja combatida.
Diante desse cenário, é necessário entender que dentre os motivos pelos quais as pessoas consomem medicamentos por conta própria, o principal deles é o déficit informacional. Isso porque, ao se automedicar sem o devido conhecimento à respeito do tema, o cidadão tem risco de admnistrar o medicamento incorretamente, o que pode gerar enfermidades, como febre, diarreia e até mesmo morte. O que demonstra, claramente, o pensamento de Socrates, o qual afirma que o maior mal existente é a ignorância.
Compreende-se, ainda, no que diz respeito aos desafios para que se realize o enfrentamento à automedicação, que o principal deles é a ociosidade governamental. Apesar de o artigo sexto da Constituição de 1988 prever o direito do indivíduo à saúde, os governantes, muitas vezes, preferem investir em áreas mais lucrativas, e a falta de políticas públicas que contribuam para a redução do uso de medicamentos sem auxílio médico, ato capaz de causar danos severos ao bem-estar do praticante, não só mostra que esse artigo não vem sendo devidamente cumprido pelo Estado, como também comprova o pensamento da cantora Billie Eilish, a qual diz que os políticos ignoram as adversidades sociais.
Percebe-se, portanto, que a questão da automedicação deve ser resolvida. Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Comunicação, reduza a quantidade de indivíduos que se automedicam. Tal ação deverá ocorrer através de um Plano Nacional de Combate a automedicação, o qual irá articular, junto aos gestores dos municípios brasileiros, campanhas, divulgadas pela mídia socialmente engajada, que expliquem à respeito dos perigos relacionados à utilização de medicamentos sem orientação profissional, a fim de desestimular a realização dessa prática.